is a very very mad world

POSTED ON: 2 de out de 2010 @ sábado, outubro 02, 2010 | 0 comments

2030, típico dia de outono. O único som que pode se ouvir é o do vento, correndo desesperado de um lado para o outro, atingindo as folhas amareladas até então presas nas árvores, caindo bruscamente ao chão. Um parque. Um banco. Um corpo. Uma cabeça abaixada. Uma mente. Uma alma. Um coração. Mil fios de cabelos amontoados, por conta do ar, em um rosto, que no momento, aparentava estar um tanto quanto cansado. Milhões de pensamentos difundidos. Fracassos expostos, vitórias conquistadas. Dois lados de uma mesma moeda: uma única pessoa. Dois cotovelos trêmulos apoiados nos joelhos, tendo mais a frente, duas mãos que carregavam um solitário e velho pedaço de papel rasgado, já até amarelado. Em seu conteúdo, uma letra perfeitamente cursiva, dando extrema importância tanto às curvas que cada letra seguiria quanto aos pingos nos 'is'. 'Bons jogadores se envolvem com o jogo não expondo suas fraquezas perante ao inimigo' Este mesmo cérebro, em uma ação espontânea, manda a cabeça ser erguida e as duas mãos, simplesmente, amassarem o tal conteúdo. Assim foi feito, seguido com um suspiro. - É... Talvez eu nunca tenha sido uma boa jogadora.
(Alice F. Collins)

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